No Meio do Caminho Tinha uma Pedra

22 de outubro de 2020 0 Por Sam Silva PhD

Recentemente fiquei sabendo que alguns de meus colegas mais próximos, caras hiper trabalhadores e responsáveis foram acionados pela Receita Federal.  Rapidamente lembrei também de minha recente viagem de férias/negócios a Joao Pessoa.  Percebi que em algumas das barracas da praia tinham sido retiradas da orla. Barracas padronizadas ha anos legalizadas por outras administrações.

Qual a conexão entre as barracas de praias em Joao Pessoa e a intimação da Receita Federal?  O Estado! Exatamente, o Estado brasileiro obeso e elefantino com seus tentáculos se intrometendo no dia a dia da população com seus racionais irracionais.

Olhando rapidamente para essas coisas é fácil ver que para o Estado brasileiro o virtuoso é ser pequeno, é ser discreto, é ser anônimo, é ser nanico! Se você crescer, se você ganhar mais, se você gerar emprego e pagar mais impostos isso é sinal de prosperidade e ser prospero é tratado como vicioso ou crime.

Essa sina Brasileira, dessa herança Lusoromana em nossa história. Na época do Brasil monarquia o Don Pedro II era aconselhado por seus amigos e pela Igreja Romana a não deixar a iniciativa privada a crescer e prosperar, porque se não eles ficarão mais ricos do que o próprio rei.  Como pode isso?

O foco de ranço foi Irineu Evangelista ou o Visconde de Mauá. O cara estava ficando tão rico e prospero que incomodou ao ponto do Rei intervir por meio do Estado. Para você ter uma ideia, o Visconde de Mauá praticamente financiou a independência do Uruguai. Em meados  1850 o Visconde de Mauá era um dos homens mais ricos do mundo.

É fácil ver que essa mentalidade Luso-Romana continua no Estado brasileiro, agora não mais na figura do Rei e a Igreja Romana. Agora é em nome do meio ambiente, não pode construir; em nome da proteção da população, você não vai ter licença ou alvará; em nome de evitar o pior, nós vamos proibir o porte. Esse casamento em Roma e o Estado continua numa herança cheia de ranço e ócio.

Só basta você fazer um pouquinho de ruído que o Estado vem para cima de você pedindo esclarecimentos.  Isso cria uma cultura das sombras, da falsa modéstia um cultura mesquinha e onde o ócio é celebrado em nossos intermináveis feriadões.  Ser grande é perigoso, aí você ouve do empresários, “não quero crescer”,  “quero voar abaixo do radar”, “só quero ter o suficiente para cuidar da minha família e tá bom de mais”.

Eu digo a você faça o contrário vá ao embate, cresça e engaje, não sirva só sua familia, sirva sua comunidade, sua igreja, sua cidade!