Dr Sam Silva
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Finalmente ele aprendeu a segurar o lápis!

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Finalmente ele aprendeu a segurar o lápis!

Falando Alto Sobre o Altismo

Estava olhando os dados mais recentes do CDC no EUA a incidência do transtorno do espectro do autismo (TEA) é de 1 em cada 44. Com esses números alarmantes, eu e você precisamos cada vez mais estarmos bem-informados sobre essa realidade. Para isso, faremos nossa segunda edição do nosso webinar sobre altismo e o papel da modulação do sistema imune e da microbiota a gestão do paciente portador do TEA.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento altamente prevalente que afeta o desenvolvimento do cérebro e é caracterizado por habilidades de comunicação deficientes, raciocínio e padrões comportamentais distintos.

Qual a Pergunta

As terapêuticas atuais objetivam aliviar essas condições por meio de intervenções frequentemente pelo uso de Aripiprazol, Escitalopram, antidepressivos e drogas que afetam a concentração de um neurotransmissor ou mensageiro químico chamado serotonina no Cérebro. Inibidores da recaptação de serotonina podem melhorar a comunicação, habilidades sociais e adaptabilidade dos pacientes.

Porém essa opção não vem sem uma fatura ser paga. Essas terapêuticas podem causar hiperatividade e agressividade, além de efeitos colaterais como como vômitos, irritabilidade, aumento do apetite, ganho de peso e sedação (Soorya et al., 2008; DeFilippis e Wagner, 2016).

Curioso

O curioso é que uma das características de crianças portadoras do TEA é a alta incidência de distúrbios gastrointestinais (GI) com sintomas como constipação, dor abdominal, diarreia, além de alergias. Um dos fatores que contribuem para esse perfil é um ambiente disbiotico que favorece o surgimento de processos inflamatórios no lúmen intestinal. Essa inflamação contínua produz uma série de interleucinas que irão gradualmente aumentar o estado inflamatório da criança.

Citando as Citocinas

Vários estudos recentes demonstraram que os níveis de várias citocinas inflamatórias diferem nas células mononucleares do sangue, soro, plasma, tecido cerebral e líquido cefalorraquidiano de indivíduos autistas em comparação com indivíduos normais, o que contribui para uma deficiência imunológica do sistema nervoso central SNC e estimulam a produção e ativação da micróglia no cérebro.

Vamos Conhecer Mais!

As micróglias são as únicas células imunes residentes do SNC; atuam como mediadores primários da inflamação, participando da vigilância imunológica do SNC e da poda sináptica durante o neurodesenvolvimento normal. Evidências crescentes indicam que a ativação microglial crônica também pode contribuir para o desenvolvimento e progressão de distúrbios neurodegenerativos. Ningan Xu Et al. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4333561/

Hoje o que sabemos sobre o TEA tem cada vez mais apontado para a conexão dos sinais inflamatórios, o que vai além da microbiota. Para conversar mais sobre esse assunto vou ter uma super live com minha amiga Dra. Carla de Castro que é especialista neste assunto, será quarta-feira 11 de janeiro as 20h no Instagram da SEMS Biofarma.

"Quero convidar você a fazer parte desta única oportunidade antes da nossa grande jornada do paciente portador do expectro do altimo que acontecerá do dia 13 a 16 de março."

Referência

Prevalence and Characteristics of Autism Spectrum Disorder Among Children Aged 8 Years — Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network, 11 Sites, United States, 2018

Surveillance Summaries / December 3, 2021 / 70(11);1–16 Matthew J. Maenner, PhD

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