HISTÓRIA • CÂNCER • SUPERAÇÃO

Da quimioterapia à conquista: uma jornada de superação

Algumas conquistas têm um significado que vai muito além do momento presente. Para mim, cada novo passo também carrega a memória do menino de 12 anos que precisou aprender cedo demais o que significava lutar pela própria vida.

Dr Sam Silva História pessoal 7 min de leitura
Dr Sam Silva — da quimioterapia à conquista
Uma história que começou muito antes da ciência se tornar minha profissão.

Hoje, ao alcançar mais uma conquista pessoal, não consigo olhar apenas para aquilo que está diante de mim.

Inevitavelmente, olho para trás.

Para os corredores de hospital. Para os dias em que caminhar poucos passos era difícil. Para uma adolescência que precisou dividir espaço com medicamentos, isolamento, medo e incerteza.

E penso em tudo aquilo que foi necessário atravessar para chegar até aqui.

Algumas vitórias só podem ser compreendidas quando lembramos de onde partimos.

Aos 12 anos, minha vida mudou

Eu tinha apenas 12 anos quando recebi o diagnóstico de câncer.

De repente, a vida de um menino deu lugar a uma rotina de exames, hospital, medicamentos e tratamento.

Minha batalha contra a doença se estendeu por aproximadamente quatro anos. Entre os 12 e os 14 anos, a quimioterapia passou a fazer parte da minha rotina.

Hoje consigo contar essa história olhando para trás.

Naquela época, porém, eu não sabia exatamente como ela terminaria.

UMA PARTE DA MINHA HISTÓRIA Anos que mudaram tudo
12 anos
O diagnóstico

O câncer interrompeu de maneira abrupta a rotina que eu conhecia até então.

12–14
A quimioterapia

Anos marcados por tratamento intenso e pelos efeitos que eu experimentava em meu organismo.

Depois
Uma nova direção

A experiência com a doença começou a influenciar minhas escolhas profissionais e a maneira como passei a olhar para ciência e saúde.

Os dias mais difíceis da quimioterapia

A quimioterapia salva vidas. Mas os medicamentos também podem afetar células saudáveis e produzir efeitos adversos importantes.

No meu caso, alguns deles ficaram profundamente marcados na memória.

01 • FADIGA

Cinco passos podiam parecer uma maratona

Havia dias em que caminhar poucos metros era suficiente para eu precisar parar e recuperar as forças.

02 • NÁUSEAS

Comer deixou de ser simples

Enjoo e vômitos faziam com que algo tão básico quanto manter uma refeição se transformasse em um desafio.

03 • CABELO

Uma mudança visível

Ver meu cabelo cair mexeu profundamente comigo, especialmente em uma idade em que a autoestima já é tão sensível.

04 • ISOLAMENTO

Longe da vida lá fora

O risco de infecções fez com que eu passasse um longo período com fortes restrições de convivência e contato social.

05 • DOR

Até movimentos simples pesavam

Dores musculares e articulares diminuíam minha mobilidade e independência.

06 • COGNIÇÃO

A sensação de névoa mental

Concentração e aprendizado se tornaram mais difíceis em determinados momentos do tratamento.

Hoje sabemos que fadiga, náusea, vômitos, queda de cabelo e maior vulnerabilidade a infecções podem ocorrer durante diferentes esquemas de quimioterapia.

Mas, quando você tem 12 anos, não pensa em mecanismos farmacológicos.

Você apenas sente.

UMA LEMBRANÇA

Eu via outras pessoas vivendo uma adolescência normal enquanto, para mim, conseguir caminhar, comer ou simplesmente ter um dia melhor já podia representar uma vitória.

Foi dentro do hospital que uma ideia começou a nascer

Foi também durante esse período que meu pai começou um trabalho que, anos depois, estaria ligado ao desenvolvimento do que hoje conhecemos como Biovit Bioglucan.

Eu utilizei aquela formulação durante uma fase da minha própria história.

Na minha memória pessoal, seu uso ficou associado a um período em que comecei a perceber mudanças na maneira como enfrentava aquela rotina difícil.

Essa experiência acabou adquirindo um significado muito maior para mim.

Ela plantou uma pergunta que continuaria comigo muito tempo depois de sair do hospital:

Como a ciência poderia ajudar outras pessoas a atravessarem momentos como aquele?

Minha experiência não é um ensaio clínico

Existe algo que considero importante deixar claro quando conto essa história.

Eu posso relatar aquilo que vivi.

Posso contar o que senti, quais produtos utilizei e como percebi minha recuperação.

Mas uma experiência individual não é suficiente para demonstrar que determinado suplemento preveniu ou reduziu efeitos adversos da quimioterapia.

Para fazer esse tipo de afirmação são necessários estudos clínicos adequadamente desenhados, grupos de comparação, critérios objetivos e análise científica.

BIOVIT BIOGLUCAN

Uma história pessoal que se transformou em uma pergunta científica

O Biovit Bioglucan faz parte da minha história pessoal e, posteriormente, tornou-se também parte da minha trajetória profissional e científica.

A formulação utiliza uma beta-glucana específica e vem sendo estudada dentro de linhas relacionadas à imunomodulação.

Isso, porém, não significa que o produto deva ser apresentado como tratamento para câncer ou como substituto da quimioterapia, dos medicamentos de suporte ou de qualquer conduta definida pela equipe oncológica.

Especialmente durante o tratamento do câncer, suplementos devem ser discutidos com o médico responsável, porque alguns produtos podem interagir com medicamentos antineoplásicos.

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Da adversidade nasceu uma missão

Superar aqueles anos mudou profundamente minha maneira de enxergar a vida.

Cada pequena vitória — caminhar um pouco mais, conseguir manter uma refeição, sair do isolamento ou simplesmente sorrir apesar de um dia difícil — ajudou a construir a pessoa que eu me tornaria.

Com o tempo, aquela experiência começou a influenciar também minhas escolhas profissionais.

A ciência deixou de ser apenas uma área que me interessava.

Ela ganhou propósito.

01 • CIÊNCIA

Investigar

Transformar perguntas em pesquisa e buscar respostas que possam ser testadas e reproduzidas.

02 • PESSOAS

Servir

Nunca esquecer que por trás de exames, gráficos e protocolos existe uma pessoa vivendo uma história.

03 • PROPÓSITO

Transformar

Usar experiências difíceis não como destino, mas como combustível para construir algo que possa impactar outras vidas.

Dos corredores do hospital para a ciência

Hoje, quando olho para minha trajetória profissional, ainda encontro aquele menino de 12 anos em muitas das decisões que tomo.

Como fundador da SEMS Biofarma e professor na Universidade da Georgia, carrego comigo as lições daqueles anos.

Minha ambição é grande: contribuir para que cada vez mais pessoas tenham acesso a conhecimento, pesquisa e estratégias de cuidado capazes de melhorar sua jornada.

Mas nenhuma conquista profissional apaga aquilo que veio antes.

Pelo contrário.

É justamente aquilo que veio antes que dá sentido a muitas das conquistas de hoje.

Uma mensagem para quem está no meio da batalha

Se você está passando pelo câncer neste momento, talvez seja difícil imaginar o que existe depois do tratamento.

Eu conheço essa sensação.

Existem dias em que pensar no próximo ano parece impossível porque toda a energia está concentrada em atravessar as próximas horas.

Não quero transformar minha história em uma promessa de que todas as jornadas serão iguais.

Cada diagnóstico, cada tratamento e cada pessoa são diferentes.

Mas quero que minha história mostre que um período muito difícil da vida não precisa determinar tudo aquilo que virá depois.

Aos 12 anos, eu estava tentando sobreviver ao dia. Hoje consigo olhar para trás e perceber quantas partes da minha vida nasceram justamente daquela batalha.

Continue cuidando de você.

Faça perguntas à sua equipe.

Aceite ajuda quando precisar.

Celebre as pequenas conquistas.

E, mesmo quando o futuro parecer distante demais, permita-se continuar construindo um dia de cada vez.

UMA HISTÓRIA PESSOAL Dr. Sam Silva Fundador da SEMS Biofarma • Professor na Universidade da Georgia • Pesquisador e sobrevivente de câncer
Informação importante: este artigo relata uma experiência pessoal e tem caráter educativo. Experiências individuais com suplementos não comprovam eficácia ou segurança para outras pessoas. Pacientes em tratamento oncológico devem discutir qualquer suplemento, alteração alimentar ou terapia complementar com a equipe médica responsável.
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